Às vesperas do lançamento de This is It – documentário que mostra os últimos ensaios para a turnê de despedida de Michael Jackson – o furor dos milhões, talvez bilhões, de fãs para prestar homenagens post-mortem ao “Rei do Pop”, nos faz pensar: Quanto vale um artista morto?
É notório que este ano perdemos muitos artistas de grande significância ?!?!?! - a Pantera Farrah Fawcett, o eterno Ghost – perdão pelo trocadilho
– Patrick Swayze, o Bill de Kill ‘o próprio’ – David Carradine, e Michael Jackson. Além de todos estarem mortos, existe um outro ponto em comum entre eles – estão movimentando muito dinheiro, mesmo depois de mortos.
Michael Jackson, está vendendo CDs e DVDs como há muito não fazia, e os demais desfrutam de um prestígio que já não conheciam enquanto vivos. Mas por que esse fascinio – não a camisaria, o sentimento – com personalidades que já não figuram mais entre nós?
Esta fixação pelos artistas mortos não é exclusividade dos tempos atuais. Desde a época em que perdemos Elvis “o Rei do Rock” Presley, e posteriormente John Lennon dos Beatles, o público já gastava o seu “rico dinheirinho” com os artistas que os haviam deixado, alimentando a família, e por que não, os empresários e quem mais fosse de direito ou não.
Neste mês de outubro a Forbes, respeitada revista americana de econômia, publicou a lista das 13 personalidades mortas que mais geraram renda no ano passado (2008). Entre eles figuram Elvis Presley, John Lennon, Marylin Monroe, Albert Einstein e Heath Ledger (mais conhecido como Coringa e Cowboy Gay Brokeback Mountain), que geraram cerca de US$ 194 milhões (aprox. R$ 380 milhões). Nada mal para um pessoal que nao faz show, nem assina autógrafos.
Pelo andar da carruagem, teremos um recorde absoluto com as mortes deste ano. Estima-se que Michael Jackson, sozinho, já tenha gerado mais de meio bilhão de dólares desde sua morte. O que nos leva a imaginar se as coisas seriam diferentes para esses artistas se tivessem recebido esse reconhecimento em vida… As circunstâncias que envolveram suas mortes, foram no mínimo estranhas, e muitos já não gozavam de uma vida social estável.
Se isso mudaria alguma coisa, nunca saberemos… Nós seres humanos somos estranhos assim, e como tudo na vida, só passamos a dar valor, quando já não temos mais.
Fica a lição, vão-se as verdinhas…
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