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nov 25, 2009 | Alexandre | 3 Comments
Música

Julian Casablanca lança disco solo – “Phrazes For The Young”

Little Julian

Little Julian

Se, no começo desse milênio você estava na casa dos 20 anos de idade, sendo de uma grande cidade urbana, viu a reinvenção da roda! Uma banda chamada “The Strokes”, pegou e fez o que é considerado, o melhor disco da década! E, eu concordo! Porém, passada uma década, e 4 discos depois, os membros da banda começaram seus projetos paralelos. E fizeram bem, eis que o vocalista e meu amigo de infância, Julian Casablanca lança seu disco solo!

Neste exato momento, estou ouvindo e escrevendo sobre o disco e vou analisar faixa a faixa:

Out of Blue – Sim, a primeiro momento pensamos, “É, isto poderia ser uma música dos Strokes”. Mas logo vemos que nem tanto, a música é boa, é dançante e dá até pra arriscar que Albert Hammond Jr, participa.

Left & Right in The Dark – De cara vemos que não podia ser Strokes, e pelo menos eu, senti um toque de David Bowie. Um pop-dance-rock (hã?), muito bom! E o final revela uma surpresinha!

11th Dimension – A primeira divulgada, será sucesso nas baladas GLS de todo o planeta! É uma ótima música! Divertida, e os graves estão ótimos!

4 Chords Of The Apocalypse – Atenção para essa faixa, é simplesmente fantástica. Confesso que eu quando comecei a ouvir pensei “Ah vá, é do Little Julian?” (Little Julian é o apelido para íntimos). Remete para Elvis, que realmente foi a invenção do rock! No refrão ele dá a atualizada pro rock contemporâneo.

Ludlow St. – Passado o susto anterior, tomamos outro susto. Cheguei a rir na cara do Little Julian e dizer “Desde quando gosta de banjo e bandolim hein?”. Aqui ele explica pra Mallu Magalhães o que é o New-Folk de verdade. É impressionante, vindo do vocal da banda que toca “New York City Cops”.

River of Brakelights – Chega a ser sinistra, dramática, freneticamente do suspense. É uma música interessante, mas creio que falha em alguns pontos, que ele me garantiu ser intencional. E no fim da música, é encontrada a salvação. Aposto que vem um ótimo vídeo clip!

Glass – A faixa anterior é fundo de um cenário de purgatório, essa é de flutuar em nuvens, mas não tão fácil. É música que dá pra dar aquele sorriso de “nem tudo está perdido”.

Tourist - Essa música é intensa, em minha opinião, com um refrão sintetizante. É uma música que ouve-se e ficamos introspectivos e depois tocamos um Sintetizador Aéreo sozinhos! E no final uma trombeta alá Belle and Sebastian que fecha o disco com chave de ouro!

Por fim, vemos que o Little Julian, mixou muita coisa, se desvencilhou da imagem do Strokes  e foi capaz de colocar Folk, Soul, um Dark-indie (hã?) e um Stereoputzputz (perdão?) e um Piercing Ever had lost efervescente na compacta produção and fucking hard na cavidade da loucura celestial! (Já repararam que crítica musical inventa cada uma, né?!?).

Vamos lá, o cara é vocal dos Strokes, tem muito mérito pelo que fez. Minha adolescência seria muito chata sem o cara! Quem não conhece a banda “The Strokes” só pode ser fã do Calypso! Quem conhece e não gosta, deveria ser fã do Calypso! E quem põe na mesma playlist Calypso e Strokes, é o verdadeiro eclético.

Vale lembrar que “Little Julian” é casado e o nome da sortuda é Juliet Joslin, que é um tipo de Marcelo Camelo, que é casado com Little Mallu Magalhaes!

Resumo da crítica musical: “Ouve a ***** do Cd e vê se curte. Curtiu? Ouça de novo! Não curtiu? Você é muito chato!”

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