
Vamos falar sobre o novo filme do Street Fighter – The Legend of Chun-Li. Antes de mais nada, vou começar dizendo que sou um grande fã de Street Fighter, o jogo, desde o primeiro (Street Fighter, 1987) e poucas coisas doem mais do que ver destruirem minhas memórias de infância com adaptações medíocres de jogos para o cinema.
The Legend of Chun-Li é melhor que o primeiro filme. O que não quer dizer exatamente nada, já que o sofrível filme de 1994 com Jean-Claude Van Damme e Raul Julia (R.I.P) não deveria nem existir.
O filme, agora centrado na história de Chun-Li, adotou uma postura mais séria, desenvolvendo mais o lado da ação. Aí está o primeiro problema: The Legend of Chun-Li, tenta ser um filme de ação, mas se prende a elementos do jogo que nada agregam à história ou, sequer, fazem falta. Esta omissão tira boa parte do potencial que o filme teria, caso tivesse um ritmo melhor.
No campo da atuação, com excessão de Balrog, personagem interpretado por Michael Duncan (A espera de um milagre, Demolidor), as performances são risíveis. Kristin Kreuk, como Chun-Li, cumpre o mínino – não compromete, mas também não alavanca. Destaque (negativo) para os personagens de Charlie Nash (Chris Klein) e Maya Sunee (Moon Bloodgood), que nada fazem para cooperar com a trama, pelo contrário, são protagonistas de cenas no mínimo forçadas e desconexas, e são totalmente dispensáveis. Não vou criticar os erros de roteiro com relação a história de Street Fighter (jogo), até por que acredito que adaptações de jogos e quadrinhos para o cinema NÃO devem seguir a risca as histórias originais. O roteiro por sí só possui erros gravíssimos, como alegar que Bison não passava de um encrenqueiro qualquer e ladrãozinho de peixes. E o que acontece com as sequências de lutas??? Temos duas sequências bem elaboradas (Gen x Chun-Li e Chun-Li x Cantana), mas as demais são extremamente curtas e não empolgam.
Lembra que falei que o filme se prendia a detalhes desnecessários do jogo? Pois é, algumas coisas eu tolero, mas Chun-Li aprendendo a dar Hadouken com o Gen não dá. Por que, cargas d’água, decidiram usar magia no filme? Totalmente fora de contexto. Sem falar no efeito rídiculo que usaram, uma droga duma bolinha girando em torno do braço da Chun-Li. Hadouken em filme de ação?!?!?!? Faça-me o favor…
Bom, como filme, Street Fighter – The Legend of Chun-Li peca pela falta de compromisso, mas os fãs de Street Fighter irão assistí-lo, simplesmente pelo nome que ostenta. Ser um filme sério de ação e manter coisas tolas do videogame, simplesmente não dá.
O filme por sí, não é completamente ruim, mas também não é bom – regular no máximo. Talvez se não carregasse o nome Street Fighter e se desprendesse das magias e absurdos colocados a força, justamente por causa do jogo, as pessoas poderiam aproveitar mais.
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